O premiê egípcio, Essam Sharaf, apresentou neste domingo sua proposta de novo governo à Junta Militar e aceitou a renúncia do ministro da Indústria e Economia Samir el-Sayiad.

Segundo a agência oficial de notícias Mena, as previsões apontam para que Sharaf faça uma "ampla remodelação" de seu gabinete, no qual só cinco ministros manterão suas pastas --Educação, Justiça, Cultura, Interior e Informação.

Sharaf manteve neste domingo várias reuniões de consultas sobre a reforma do governo e encontros com os candidatos aos diferentes ministérios.

O Conselho de Ministros informou em sua página do Facebook que o ministro Sayiad apresentou sua renúncia e que Sharaf aceitou.

Esta é a segunda renúncia de um ministro nas últimas horas, depois que o titular de Relações Exteriores, Mohammed el-Orabi, apresentou na véspera sua renúncia.

Em meio ao aumento da pressão nas ruas para aceleração das reformas políticas, Sharaf elegeu na véspera dois vice-primeiros-ministros.

Durante a semana, Sharaf e a junta militar tentaram atender às demandas dos manifestantes, que desde a sexta-feira 8 de julho mantêm um acampamento na praça de Tahrir, epicentro da revolução de 25 de janeiro.

Entre as medidas anunciadas está um provável atraso das eleições parlamentares, a demissão de 600 oficiais de polícia envolvidos na repressão da revolução de 25 de janeiro, e a remodelação ministerial.