O diretor-geral afastado do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Pagot, afirmou nesta terça-feira a senadores que, diante das denúncias do esquema de corrupção, "não houve a figura da demissão" por parte da presidente Dilma Rousseff aos envolvidos.
Segundo ele, houve uma determinação apenas para que os envolvidos fossem afastados do cargo. Pagot reforçou que está de férias até o dia 4 de agosto e que ainda responde pelo órgão.
"Não teve figura da demissão. Ela [presidente] fez um pedido para que todas as pessoas citadas fossem afastadas. Eu não posso ser afastado. Ou sou demitido ou continuo no cargo e respondo."
Pagot afirmou ainda que continua como "gestor do Dnit". Segundo ele, as férias foram programadas em novembro. No entanto, ele chegou a despachar no último dia 4, quando começavam as férias, tendo portarias que foram assinada publicadas no "Diário Oficial" da União. O Planalto já informou que ele deve ser exonerado no retorno das férias.