O presidente americano, Barack Obama, disse que "não pode garantir" que a previdência social, as aposentadorias de veteranos e inválidos serão liberados caso o Congresso não concorde em elevar o teto da dívida americana até o dia 2 de agosto.
"Eu não posso garantir que os valores serão pagos no dia 3 de agosto se nós não resolvermos essa questão, simplesmente porque não há dinheiro nos cofres para pagá-los", afirmou Obama em parte de uma entrevista divulgada pela rede de televisão CBS.
Ontem, Obama disse que o fracasso em elevar o teto da dívida do país poderá detonar uma nova recessão e deixar milhões de trabalhadores desempregados.
Ele cobrou do Congresso um acordo amplo, que reduza o deficit público do país e estabilize a dívida.
Apesar das declarações duras, ele mostrou confiança de que um acordo será alcançado.
Obama disse esperar que as discussões do deficit público e do teto da dívida levem a um acordo mais amplo sobre os gastos públicos e as reformas.
Obama afirmou que essas mudanças não devem ser apenas imediatas e sim, beneficiar as futuras gerações.
O teto da dívida dos Estados Unidos, de US$ 14,29 trilhões, foi alcançado em maio deste ano. Desde então, o governo não pode mais aumentar seu endividamento. Por causa da alta da receita fiscal, o governo calcula que terá caixa para honrar seus compromissos até 2 de agosto, prazo que o Congresso tem para aprovar o aumento da capacidade de endividamento americana.
Caso o novo teto da dívida não seja aprovado, os Estados Unidos correm o risco de deixar de pagar títulos da dívida que irão vencer, o que será uma moratória, mesmo que ocorra por um curto período. Obama disse que os EUA "nunca deixaram nem deixarão de pagar sua dívida".