Os problemas de China, Europa e EUA deixam o ambiente de negócios bastante tenso para o investidor já no início desta semana e fazem as principais Bolsas de Valores operarem "no vermelho" desde os primeiros negócios desta segunda.
O final de semana não trouxe notícias animadoras para a economia mundial: a economia chinesa apontou uma inflação de 6,4% (taxa anual) em junho, a maior em três anos. Na semana passada, Pequim já havia anunciado medidas para conter a alta dos preços, com uma nova elevação dos juros.
Amanhã à noite, o governo chinês divulga o PIB do primeiro trimestre, o que deve elevar a cautela de investidores e analistas na jornada de hoje.
Além disso, as autoridades europeias convocaram uma reunião de hoje, para discutir o pacote de ajuda financeira à Grécia, mas também para discutir a problemática situação da Itália, terceira maior economia da zona do euro.
A crise política italiana desperta temores de que a gestão atual não tenha força política para implementar um programa de austeridade fiscal e ganhar a confiança dos investidores.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, recua 1,21%, aos 60.766 pontos. Na sexta-feira, a Bovespa fechou em queda de 1,1%.
Na Europa, a Bolsa de Londres recua 0,90%; em Frankfurt, o índice Dax cede 1,5%.
O dólar comercial é negociado por R$ 1,581, em alta de 0,89%. A taxa de risco-país marca 166 pontos, número 5,7% acima da pontuação anterior.
O boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, mostrou que boa parte dos economistas voltou a elevar suas projeções para a inflação deste ano e de 2012. Para 2011, a taxa prevista para o IPCA passou de 6,15% ao ano para 6,31%. E para 2012, a projeção aumentou de 5,10% para 5,20%.
O mercado também acompanha de perto as discussões em torno a dívida federal nos EUA. O congresso americano precisa aprovar a elevação do limite máximo de endividamento, antes do início de agosto, para evitar um possível "default" do país (calote de pagamentos), ainda que temporário.
A falta de entendimento entre republicanos e democratas, no entanto, tem postergado um consenso em torno do assunto. Hoje, o presidente Barack Obama deve fazer um discurso sobre a questão, por volta das 12h (hora de Brasília).