A 7ª Câmara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) suspendeu o julgamento do pedido de habeas corpus em favor da falsa psicóloga Beatriz da Silva Cunha, presa desde 24 de maio. A assessoria do TJ-RJ informou a suspensão nesta quinta-feira (30). No entanto, o episódio ocorreu na terça-feira (28).
O TJ explicou que a suspensão aconteceu porque a desembargadora Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes pediu vista do processo. Isso significa que a magistrada necessita de mais informações ou esclarecimentos para decidir seu voto. A relatora da sessão ocorrida na terça-feira, desembargadora Elizabeth Gomes Gregory, negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa da falsa psicóloga.
O TJ informou que três desembargadores vão decidir o pedido de habeas corpus, no próximo dia 5 de julho. O Tribunal de Justiça afirmou que no último dia 10 de junho, a desembargadora Elisabeth Gregory já havia negado um outro recurso de habeas corpus em favor de Beatriz.
Entenda o caso
Beatriz, de 32 anos, foi presa em flagrante no dia 27 de abril, depois que um pai de um paciente descobriu que ela usava o CRP (número no Conselho Regional de Psicologia) de uma profissional que atua na Bahia. Ela foi solta depois de três dias. Segundo a Polícia Civil, a falsa psicóloga atuava há 12 anos como uma das principais especialistas da síndrome no país.
Ainda de acordo com a polícia, Beatriz cobrava R$ 800 pela primeira consulta e depois R$ 90 por cada hora de atendimento.
A falsária disse à polícia que só cursou dois períodos da faculdade de psicologia. A fraude foi descoberta pelos pais de um paciente, que desconfiaram de Beatriz quando pediram a ela recibos para declarar as despesas no Imposto de Renda.
Ela responderá pelos crimes de estelionato, propaganda enganosa, exercício ilegal da profissão, falsidade documental e tortura. Por causa da denúncia de maus-tratos, a prisão temporária de Beatriz foi decretada no dia 7 de maio.
O marido da falsária, Nelson Antunes de Faria Junior, foi indiciado por coautoria, já que, segundo a polícia, sabia dos crimes praticados pela mulher.