No próximo dia 15 de julho a presidente Dilma Roussef estará em Alagoas para o lançamento nacional do Programa Água para Todos, que deve ser a primeira ação efetiva do Programa Brasil Sem Miséria, a principal estratégia do governo federal que pretende tirar da pobreza 16 milhões de brasileiros que vivem com menos de R$ 70 por mês.

O problema é que se a presidente Dilma tem como a erradicação da miséria sua principal meta, porque só agora em julho uma visita ao estado mais “miserável” do Brasil, este é o principal argumento de quem acredita que a presidente pouco fez pelo Estado.

O Cadaminuto recebeu ontem um levantamento feito pelo deputado federal Rui Palmeira (PSDB) , de oposição a Dilma, que mostra resultados incontestáveis, das 10 ações previstas no PAC para Alagoas um total de 8 não recebeu recurso nenhum e continuam com zero em investimentos.

“E todas são obras essenciais para Alagoas. Já não bastam as emendas que são executadas à míngua para nosso estado, os dados do SIAFI revelam a farsa do PAC em Alagoas” criticou o parlamentar.

Soma-se a isto a negativa do governo federal, por meio de seu ministro da economia, Guido Mantega em sequer discutir uma renegociação da dívida pública do Estado o que levou o senador Renan Calheiros,PMDB, da base de Dilma a se irritar profundamente.

“Isto é uma extorsão” explicou ele ao saber da posição do Ministro.

Mesmo em um partido que faz oposição a Dilma, o governador Teotônio Vilela ainda mantém a esperança que a presidente demonstre mais atenção ao Estado.

“A visita de Dilma é mais uma demonstração de apreço da presidenta Dilma pelo nosso estado de Alagoas, e, sobretudo, o reconhecimento do governo federal por todo esforço que estamos fazendo para combater a pobreza, com apoio do governo federal em parcerias estratégicas para o povo alagoano” explicou Teotônio Vilela, que por ser governador não pode partir para o confronto contra Dilma, mas nos bastidores já demonstra irritação.

Agora é aguardar a visita de Dilma em Alagoas, onde certamente não será criticada, já que estará laudeada por aliados e outros congêneres, mas a verdade é que pouca coisa se fez em Alagoas por parte do governo federal nestes primeiros meses, e seria bom se esta relação fosse modificada.