A chanceler alemã, Angela Merkel, reivindicou nesta terça-feira ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, um julgamento "transparente" para o artista Ai Weiwei e outros dissidentes recentemente libertados pelas autoridades de Pequim.
A chanceler alemã fez o apelo publicamente, durante a entrevista coletiva que ambos os dirigentes concederam em ocasião da primeira cúpula sino-germânica.
Após celebrar a soltura de Ai Weiwei e do ativista dos Direitos Humanos Hu Jia, Merkel também reivindicou mais liberdade para os jornalistas alemães e ocidentais que trabalham na China.
O primeiro-ministro chinês, por sua vez, comentou brevemente que o tema dos direitos humanos na China pode ser considerado um "pequeno episódio" dentro do encontro entre as duas amplas delegações e reconheceu: "Em algumas questões não temos a mesma opinião".
Wen se referiu às diferenças históricas, culturais e no sistema político dos dois países, mas comentou que o importante é que China e a Alemanha mantenham o respeito mútuo e busquem as afinidades.
Tanto Merkel como Wen concordaram em ressaltar o caráter "estratégico" das relações bilaterais entre seus países e em comemorar os progressos alcançados durante as "intensas reuniões" mantidas em Berlim, para onde a delegação chinesa viajou com 13 de seus ministros.
"Podemos afirmar que foram criados muitos laços nas relações entre China e Alemanha", disse Merkel ao mencionar os inúmeros acordos e tratados assinados formalmente por ministros de ambos os países em diferentes campos.
A chanceler alemã assegurou que a visita "abre um novo capítulo nas relações entre China e Alemanha", enquanto Wen ressaltou que os contatos cada vez mas estreitos "beneficiam todo o mundo".
Anteriormente, o primeiro-ministro chinês havia anunciado a vontade de seu país de duplicar em cinco anos os intercâmbios comerciais entre China e Alemanha que atualmente alcançam um volume de US$ 140 bilhões anuais.