O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), afirmou na manhã desta quarta-feira que errou ao chamar de "vândalos" os bombeiros que invadiram o Quartel Central da corporação no último dia 3 para reivindicar reajuste salarial.

 Ele afirmou, em entrevista à rádio CBN, que a anistia aos presos no episódio, aprovada ontem na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), vai "desarmar os espíritos".

"Os dois lados erraram. [Houve] Falta nossa de articulação, não houve diálogo com o movimento. O movimento radicalizou e invadiu o Quartel Central. Eu errei quando chamei e vândalos porque eles erraram, se comportaram mal, mas é uma instituição muito querida da população. Alguns líderes deles erraram ao induzir o movimento àquela ação abrupta, levando até crianças e mulheres [para a invasão]. E quando os dois lados erram você tem que avaliar. Eu faço a minha mea culpa."

Cabral afirmou que a anistia foi articulada pelo presidente da Assembleia, deputado Paulo Melo (PMDB), e o líder do governo, deputado André Correa (sem partido), com deputados da oposição. Ele se comprometeu a sancioná-la.

"A anistia vai ao encontro desse desarmamento de espírito", disse ele.

Nesta quarta, bombeiros do Rio realizaram uma manifestação em frente ao Congresso, em Brasília, para pressionar os parlamentares. A anistia para os processos criminais deve ser votada hoje na Câmara. A proposta já passou pelo Senado.

Somente o Congresso tem o poder de cancelar possíveis punições previstas no Código Penal e no Código Penal Militar pela invasão do quartel-general dos bombeiros.