Os vereadores alagoanos estão mesmo dispostos a levarem adiante às discussões sobre a reforma política – não só no Estado de Alagoas – mas no restante do Brasil. Os edis da “terrinha” já puxaram discussão em Brasília, já foram em busca da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, já bateram na tecla da responsabilidade da bancada federal e agora buscam uma nova parceria: a Associação dos Municípios de Alagoanos (AMA).

Os vereadores temem virar cobaias em 2012 nas mãos de uma reforma eleitoreira que pode passar no Congresso Nacional alterando as eleições para os edis. Na verdade, pelo ritmo que o assunto é tratado, a reforma corre o risco de nem ocorrer com prazo tão imediatista assim, ou – se ocorrer (eis o temor dos vereadores) – virar uma reforma meramente com foco nas eleições e não no sistema político vigente.

Os edis alagoanos – pelo menos os representados pelo grupo da União dos Vereadores de Alagoas (UVEAL) - querem discutir – e influenciar! – pontos como a existência ou não das coligações; se posicionam contrários ao financiamento público; não querem nem ouvir falar em lista fechada e ainda pedem o fim da suplência de senador. A reunião com a AMA foi encarada como “produtiva” pela possibilidade de criação de um fórum para discutir reforma política entre prefeitos e vereadores.

O encontro contou com a presença dos presidentes de casas legislativas do interior e do presidente da AMA, Abrahão Moura. O debate inicial levantou os pontos já aprovados pela Comissão de Reforma Política, como o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos. Há uma proposta de mandatos do Executivo de cinco anos. Caso aprovado – pelo menos este ponto! – só entrará e vigor em 2014. Os vereadores – é claro! – estão muito mais de olho no que diz respeito às proporcionais...e vão lutar pelos pontos de vistas deles, já tratados aqui no blog, em posts anteriores.

 

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