Assim como na política há as alianças improváveis, há também os “déjà vu” curiosos! Esta semana o prefeito Cícero Almeida (PP) – em uma entrevista dada ao jovem jornalista Jonathans Maresia – anunciou um novo chapão – de forma surpreendentemente antecipada – para disputar as eleições de 2012.

Agora em 2011, Almeida surge como o “porta-voz” de um suposto grupo – de amplitude considerável – que traz o senador Renan Calheiros (PMDB), o deputado federal João Lyra (ainda no PTB), Ronaldo Lessa (PDT) e mais dez outros partidos, que apresentarão um nome – ainda não se sabe qual – para concorrer em uma chapa majoritária que contará com o apoio de todos.

Para quem não se lembra, de forma antecipada – em 2009 – o prefeito Cícero Almeida foi o porta-voz de um grupo – de amplitude considerável – que contava com Renan Calheiros, João Lyra, Ronaldo Lessa e outros partidos, que trabalhavam um nome para concorrer a um cargo majoritário (o governo do Estado) em 2010. Déjà vu!

Mas, analisemos o que ocorreu após o anúncio de Almeida que pregava o “chapão” em 2009, com foco em 2010. Cícero Almeida desistiu de ser candidato e ficou em cima do muro, pois só passou a apoiar Teotonio Vilela Filho (PSDB) já dentro do processo eleitoral; com a campanha em rádio e TV em andamento. Renan Calheiros conseguiu construir uma aliança que orbitava em torno de si mesmo em um apoio ao ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que foi derrotado.

O eleito deputado federal João Lyra (PTB) – que dividiu o apoio de Almeida com o também eleito deputado federal Maurício Quintella (PR) – prestou apoio ao senador Fernando Collor de Mello (PTB), que concorreu ao Governo do Estado e – como se sabe – assim como Lessa foi derrotado por Vilela. Ou seja: dissolução total do grupo e Almeida – o porta-voz – da aliança, marchou sozinho e com um destino próprio junto aos tucanos!

Agora em 2011, se diz insatisfeito e sem reconhecimento dos palacianos! Mais uma vez, pelo menos nas recentes entrevistas à imprensa, anuncia o novo grupo ao qual faz parte e diz que dele sairá o candidato para a Prefeitura Municipal de Maceió. Os personagens do novo “chapão” são os mesmos que um dia estiveram na arca de Noé formada em 2009 e que naufragou antes mesmo do pleito eleitoral do ano seguinte começar. Uma prova viva do que fala o esperto Renan Calheiros: “antecipar nomes é contribuir para o insucesso do candidato”.

Afinal, além das alianças improváveis e o déjà vu citados lá no início do texto, há outra coisa que se vê muito em política também: a nau da trairagem!

 

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