Os requerimentos da vereadora Amilka Melo (PDT) – que cobram a lista de cargos comissionados (incluindo os com salários superiores a R$ 17 mil) e os contratos onerosos firmados pela Casa de Mário Guimarães (incluindo o da TV Câmara) – foram recebidos com naturalidade pela Mesa Diretora. Bem, pelo menos é o que afirma o presidente Galba Novaes (PRB).

Segundo Novaes, não há qualquer desentendimento ou “racha” dentro do “parlamento-mirim”, em virtude das recentes cobranças de Amilka Melo buscando transparência (se é que este é o real motivo dos requerimentos). De acordo com Galba Novaes, Amilka Melo exerce um direito que é inerente a qualquer cidadão. “Todas as informações que ela pede, já foram inclusive publicadas no Diário Oficial do Município”, observou.

Galba Novaes disse ainda que a vereadora será atendida, mas que levará “um tempinho”, pois a Câmara Municipal de Maceió tem outras atividades em paralelo. Apenas, segundo o presidente, as questões administrativas não serão levadas a plenário. “Não posso levar estas questões administrativas da Casa para o parlamento. Eu encaminhei o ofício para a 1ª secretaria e que as informações fossem repassadas para a vereadora Amilka Melo. Assim como todas as informações serão repassadas para todos os vereadores da Casa”, explicou ainda Novaes.

Novaes ainda diz que a vereadora poderia ter encontrado as informações no Diário Oficial do Município. “Qualquer pessoa que se dispuser a ler o Diário Oficial pode encontrar estas informações que são solicitadas. Não há nada escondido e prezamos pela transparência”. Amilka Melo – em seu novo ofício – diz que terá a certeza do pleito atendido, em virtude da postura “legalista” adotada pelo presidente da Casa.

Parlamento na praça

O vereador também comentou com este blogueiro sobre o valor do projeto Parlamento na Praça, que foi veiculado neste espaço. A ação de levar a sessão aos bairros custou R$ 48 mil aos cofres públicos. Ela será feita todo mês e a tendência é que tenha custos semelhantes. Logo, são R$ 48 mil/mês desembolsados pela Câmara Municipal de Maceió.

Novaes agradeceu a publicação. Ele disse que foi uma oportunidade de mostrar para a sociedade uma economia feita pela Câmara, pois inicialmente a sessão estaria orçada em R$ 120 mil, por conta da previsão de uso de ar-condicionado, dentre outros cortes sofridos para se reduzir a despesa. “Foi uma economia fantástica. Poderia ter sido maior o gasto”, coloca.

Para Novaes, o custo-benefício de aproximar os vereadores da população, compensa. “Estamos agindo com transparência. Vamos realizar auditoria mensal em todos os gastos. A população terá orgulho desta Casa, encarando-a num nível melhor. É necessário este trabalho para mostrar ações da classe política, que – infelizmente – se encontra nivelada por baixo”, frisou Novaes. Por que será que a classe política está nivela por baixo? Por que será? Que Novaes consiga dar a resposta em seu plano de gestão para a Câmara Municipal. É um bom começo!

 

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