A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro anunciou na manhã deste domingo a conclusão da ocupação do morro da Mangueira, em São Cristóvão. A operação teve início às 6h e transcorreu com tranquilidade, sem troca de tiros. A bandeira do Brasil será hasteada no Morro da Caixa D´Água para marcar a tomada do território.
A ação de implantação da 18ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi coordenada pela Secretaria de Segurança, por meio da Polícia Militar e da Polícia Civil, com apoio da Marinha do Brasil (Corpo de Fuzileiros Navais), do Exército, da Força Aérea Nacional, da Polícia Federal, do Corpo de Bombeiros, da Defensoria Pública do Estado e da prefeitura do Rio.
A delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis acompanha a operação com reboques para remover veículos irregulares, sem documentação, suspeitos de furtos. Já a Secretaria Municipal de Obras já analisa algumas construções que poderão ser demolidas futuramente.
Ao todo, mais de 750 pessoas participaram da operação. Um Centro de Operações foi montado para acompanhar toda a logística da ação, que contou com ajuda da tecnologia. Um dos helicópteros tinha uma câmera que ia filmando toda a ação e enviando as imagens e tempo real para monitores colocados neste centro. Pela primeira vez, foram instalados aparelhos GPS em viaturas e radiotransmissores para acompanhar a localização e a distribuição dos policiais pela comunidade.
Os equipamentos utilizados foram 14 blindados das polícias e dos Fuzileiros Navais (entre Piranhas, Lagartas Anfíbio - Clanf e M-113), além de quatro helicópteros, caminhões, motos, reboques, ônibus, ambulâncias e outros veículos.
Além da Mangueira, as comunidades do morro dos Telégrafos, Candelária e Tuiuti também serão ocupadas. Quando inaugurada, a 18ª UPP fechará um conjunto de favelas que compreende todo o Complexo da Tijuca. A pacificação de toda essa região beneficiará indiretamente cerca de 550 mil pessoas. Diretamente, a pacificação do Complexo da Mangueira beneficiará cerca de 21 mil moradores.