O sonho de empreender e uma ideia inovadora transformaram a rondoniana Patrícia Paz Silva, de 46 anos, em uma empresária de sucesso em Vilhena, interior de Rondônia. Em 2009, ela decidiu abandonar a profissão de dentista e abrir um negócio em outro ramo de atividade. Após uma ampla pesquisa, optou por inaugurar uma incineradora de resíduos para dar fim ao lixo hospitalar e a outros produtos perigosos. A demanda por esse tipo de serviço começava a surgir entre as empresas do estado para se adequarem às exigências do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

 

Em apenas dois anos, a Moura & Paz Incineradores cresceu e conquistou a vitória na edição 2010 do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios – categoria Pequenos Negóciosl. A premiação tem o objetivo de identificar, selecionar e reconhecer os relatos de vida de mulheres empreendedoras que estão espalhadas pelo Brasil. O prêmio é uma iniciativa do Sebrae e conta com o apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM, da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil - BPW, e da Fundação Nacional da Qualidade – FNQ.

 

De sete funcionários no início, a empresa tem hoje mais de 30 e atende a municípios de todo o estado de Rondônia, e a demanda começa a surgir também em estados vizinhos. “Comecei como microempresa e cresci em pouco tempo. O investimento inicial foi muito alto, mas já estou conquistando um bom mercado. A conquista do prêmio nacional me dará mais crédito para divulgar minha empresa no estado. Vou fazer uma divulgação do trabalho de educação ambiental com a população”, comemora Patrícia.

 

A Moura e Paz coleta, transporta, trata e incinera os resíduos perigosos, como os hospitalares e alguns industriais, como borra e tintas de siderúrgicas, além de resíduos oleosos, como lubrificantes de carros. A matéria-prima é todo material que não pode ser descartado em lixo comum, explica Patrícia.

 

A ideia de investir na empresa surgiu quando ela recebeu uma multa da Secretaria de Meio Ambiente do município por não ter destinado corretamente os resíduos de seu consultório odontológico. “Eu queria abrir um negócio, mas não sabia em que área. Quando a secretaria me cobrou é que eu soube que tínhamos que dar um tratamento adequado. E pensei que muita gente também não devia saber dessa obrigação, então enxerguei ali uma boa oportunidade de negócio”, conta. “O trabalho de convencimento dos clientes tem ajudado a elevar a demanda. E o prêmio vai ajudar muito mais”, completa.