Seguindo o roteiro, o vereador Pastor João Luis (DEM) fez, mais uma vez, duras críticas ao modelo de gestão do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). As críticas foram embasadas na apresentação da estrutura de recuperação dos usuários de drogas em Alagoas.

Na semana passada, 37 deputados federais e três senadores de diversos estados do país estiveram em Alagoas, na última quinta-feira (9), para conhecer de perto o trabalho desenvolvido em três das 14 comunidades acolhidas pelo governo do Estado, que fazem parte do Projeto ‘Acolhe Alagoas’, iniciativa da Secretaria de Estado da Promoção da Paz (Sepaz), considerada referência nacional no tratamento de dependentes químicos.

Para o vereador, o que foi mostrado não faz parte da realidade que os alagoanos vivenciam diariamente. "Numa situação dessa, eu pergunto o que é que mostraram ao deputado federal Romário, que disse na Câmara Federal que Alagoas está na dianteira no programa de apoio aos dependentes químicos. Todas as entidades que tratam de dependentes químicos são pagas, porque se são pagas não tem a ajuda do Estado", afirma João Luiz, ressaltando que praticou um crime contra si ao votar no então candidato Teotônio Vilela Filho em 2010.

Ainda na tribuna da Casa, João Luis questionou a finalidade da Secretaria da Paz. "Eu gostaria de saber o que faz a Secretaria da Paz, criada com a finalidade de trabalhar essa questão da droga no Estado", questionou o vereador.

A vereadora Tereza Nelma (PSB) tentou esfriar o discurso do seu colega de parlamento, defendendo que acredita nas políticas públicas do governo Vilela e, que com certeza, Alagoas sairá vitoriosa desta guerra.

O vereador João Luiz retomou o pronunciamento e afirma que a descrença com o Estado é tanta que constatou a falta de interesse de vítimas em prestar queixas. "Ninguém acredita mais. As vítimas de assalto e outros crimes nem procuram a polícia para denunciar os fatos", criticou ele.

Com informações do Sessão Pública e Agência Alagoas