O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – conforme matéria do jornalista Daniel Maia, da Tribuna Independente – quer buscar a aplicabilidade da Lei Ficha Limpa para as entidades e centrais sindicais. Ou seja: a aplicabilidade desta para os cargos diretivos de sindicatos e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Nos poderes Legislativo e Executivo – apesar da Lei Ficha Limpa atingir os cargos eletivos – já há burburinhos sobre sua aplicabilidade em relação aos cargos comissionados de uma forma geral. Na visão da coordenação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral seria também uma “faxina” nos sindicatos, sobretudo, os que seguem em dinastias, com lideranças que há mais de 30 ocupam determinados postos.

O coordenador do Movimento de Combate á Corrupção Eleitoral, Antônio Fernando da Silva, o Fernando CPI (figura polêmica), destaca que nos movimentos sindicais há quem sobreviva da captação fácil de dinheiro, com sindicalistas a serviço de partidos políticos.

O presidente da CUT/AL, Isaac Jackson, é contra. Em entrevista ao jornal Tribuna Independente, ele diz que a Lei Ficha Limpa foi concebida com o papel extraordinário, mas deveria ser focada somente na questão do parlamento, que “mostra os maiores indícios de desvios de conduta”. Em tese, porque temer a Lei Ficha Lima se limpeza é o que mais os sindicatos pregam (e estão cobertos de razão em certas cobranças)?

As entidades sindicais são representações legítimas dos trabalhadores e assim devem ser. Essenciais para a construção de políticas salariais sérias e correções de distorções e injustiças. Por isto, precisam estar nas mãos de pessoas comprometidas com os próprios trabalhadores. Não digo com isto que Lei Ficha Limpa seria o mecanismo ideal para isto. Não é! A consciência do bom voto passa por aí também. Escolher bons representantes.

O que não pode são os sindicatos serem usados de trampolins políticos, ou então como “filiais” de partidos na busca de cargos e benefícios. Quando Isaac Jackson coloca que “não existe pouca vergonha”, é necessário lembrar que o bem e o mal estão em todo lugar.

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