As cinzas do vulcão chileno Puyehue continuam afetando o movimento em aeroportos brasileiros no início da tarde desta segunda-feira. Até as 14h, os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), Galeão, no Rio, e Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), acumulavam o cancelamento de ao menos 25 partidas.

Segundo a Infraero (estatal que administra os aeroporto), o aeroporto de Cumbica era o que tinha maior número de partidas canceladas desde as 6h --16--, sendo 12 para Buenos Aires (Argentina) e 4 para Montevidéu (Uruguai).

No Galeão foram 5 partidas e 8 chegadas canceladas, envolvendo os aeroportos de Buenos Aires, Montevidéu e Santiago (Chile).

Em Porto Alegre, no mesmo período, a estatal registra 4 partidas e 3 chegadas canceladas, todas de Buenos Aires ou Montevidéu.

De acordo com o último boletim da Aeronáutica brasileira, divulgado pela manhã, a nuvem de cinzas estava no espaço aéreo da Argentina e do Uruguai, incluindo as capitais do dois países. O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea afirma que está monitorando a evolução da situação pela proximidade da nuvem com a região Sul.

Segundo a previsão do Cptec/Inpe (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), que monitora o avanço da nuvem por imagens de satélite, as cinzas devem passar sobre parte do Rio Grande do Sul a partir do início da tarde.

As decolagens e partidas nos dois aeroportos de Buenos Aires estão canceladas pelo menos até a tarde desta segunda-feira, informaram autoridades aeroportuárias da Argentina. É a terceira vez em uma semana que as cinzas vulcânicas param as operações nos aeroportos de Ezeiza (na região metropolitana de Buenos Aires) e no Aeroparque (na região central). O aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, também está fechado desde a noite deste domingo (12).