O Ibama concedeu ontem a licença de instalação da linha de transmissão de 2.381 quilômetros que vai escoar a energia gerada pelas usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira.

O empreendimento --conhecido como "linhão do Madeira"-- recebeu, no entanto, algumas restrições do órgão ambiental, que exige mudanças no projeto visando a adoção de alternativas tecnológicas de menor impacto ao meio ambiente, assim como o desvio do traçado da obra de áreas florestais.

José Ailton de Lima, diretor de engenharia e construção da Chesf --empresa parceira da Cteep e de Furnas no linhão--, disse que a revisão do projeto atrasa ainda mais o cronograma do empreendimento.

Durante entrevista a jornalistas após o leilão de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na capital paulista, Lima comentou que o grupo pretende recorrer da exigência de mudança na posição e no tipo das torres da linha, o que, segundo ele, também encareceria a obra.

Ao todo, mais de 400 torres teriam que ter a posição do projeto original deslocada, estimou. O motivo, disse, é que essas torres estão previstas para áreas onde existem "resíduos florestais". "Mudar a natureza das torres não é tão simples", comentou Lima.