O policial civil investigado por suspeita de violar o código de ética da instituição ao usar algemas supostamente como enfeites não foi punido pela Corregedoria. O arquivamento do inquérito administrativo disciplinar foi publicado na última quinta-feira (9) no boletim interno da Polícia Civil.
O corregedor Gilson Emiliano, que havia considerado a conduta de Jorge Luís de Oliveira Valente como violação do código de ética da instituição por não agir com discrição e afirmar que ele havia ridicularizado a imagem da polícia, levou em consideração a justificativa do agente.
O policial alegou que transporta de dez a 12 presos por dia e que manter as algemas presas ao corpo seria uma forma segura de armazená-las, já que considerava pouco seguro deixar os objetos em outro lugar, como o carro, por exemplo. O agente negou que tenha usado objetos com adorno.
Valente chamou a atenção durante a transferência de Verônica Verone de Paiva, de 18 anos, da Delegacia de Icaraí (77ª DP), em Niterói, na região metropolitana do Rio, para o complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste da capital, no dia 14 de maio. A jovem é suspeita de matar o amante dentro de um motel.