O deputado estadual Jeferson Morais (DEM) voltou a criticar, na sessão da tarde desta quarta-feira (08), a postura do Conselho Estadual de Segurança Pública de Alagoas (Conseg). Desta vez, o parlamentar questionou o parecer inconstitucional ao projeto de lei que tem como objetivo convocar 800 militares da reserva para atuar na parte administrativa da corporação. Segundo o parlamentar, os conselheiros deram suas opiniões via telefone sem ao menos existir, de fato, uma consulta do colegiado.

“Esse conselho de segurança poderia ser conhecido como ‘faz nada’. Essa postura não pode ser aceita, já que estamos vivendo um clima de guerra e precisamos de todo apoio necessário”, esbravejou Morais, relatando ainda que chegou a defender o fim do conselho.
Jeferson Morais sugeriu ainda que o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) não levasse em consideração os argumentos do conselho.

“Quero saber dos senhores deputados se esses conselheiros representam vocês? Posso dizer, em alto som, que não me representam”, pontuou o parlamentar, solicitando que o Executivo coloque os conselheiros no local e mostre que Alagoas precisa de um colegiado que funcione e busque o melhor para o estado.

Ronaldo Medeiros (PT) seguiu o pensamento do colega, classificando como hilariante a informação passada no plenário da Casa. “Concordo com todos as citações do parlamentar, é lamentável saber que ao menos nem se reuniram para deliberar um posicionamento tão importante para a sociedade de Alagoas”, frisou Medeiros.

Por fim, Moraes se recordou de um reportagem publicada na imprensa alagoana, que ressaltou que os conselheiros não tinham remuneração e trabalham para o bem da sociedade. “ É lógico que não ganham nada, já que não fazem nada de bom para sociedade”, acentuou o democrata.

Em entrevista ao portal Cadaminuto no mês de abril, o presidente do Conselho de Segurança, Delson Lira, rebateu as críticas realizadas, na oportunidade, por Jeferson Morais.
Segunda Lira, quem critica não conhece a função e o trabalho eficaz do conselho.

“Estamos trabalhando como todo respeito e responsabilidade e, esse parlamentar, não conhece a real situação do conselho”, relatou o presidente. Ainda de acordo com Delson Lira, as críticas podem ter cunho eleitoral. “Não sei bem a intenção das críticas, mas se aproxima um período eleitoral em Alagoas”, frisou o conselheiro, relatando que o trabalho consiste em deliberar e não em exercer uma atribuição executiva.