É grande a expectativa hoje para o pronunciamento do deputado Antonio Albuquerque na sessão ordinária da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira, ele foi retirado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após um pedido do PT e do PMDB que alegaram que o partido do deputado,o PT do B, não teria direito a esta vaga.
Toda a confusão teve início quando Albuquerque tirou seu companheiro de partido Ricardo Nezinho da Comissão e ocupou ele mesmo a vaga. O deputado arapiraquense chiou e eles bateram boca no plenário.
Com Albuquerque assumindo a vaga, deu-se início a “manobra” nos bastidores para destituí-lo por meio do Regimento, o Cadaminuto apurou que o presidente da casa, Fernando Toledo, hoje desafeto de Albuquerque, participou sim da ação.
Procurado ontem pela reportagem do Cadaminuto,o deputado Antônio Albuquerque se limitou a dizer que hoje “reestabeleceria a verdade” por meio de uma declaração.
O deputado teria dito ainda para alguns assessores que conhece bem o regimento da casa e que foi traído, e que isto seria dito em seu pronunciamento na casa.
Já o deputado estadual Olavo Calheiros (PMDB) disse ao CadaMinuto, durante a sessão especial da Assembleia Legislativa de Alagoas desta segunda-feira (06) que o erro em nomear Antônio Albuquerque para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi corrigido pela Mesa Diretora da Casa.
Segundo Calheiros (PMDB), a nomeação de Albuquerque para a vaga ocorreu de forma errônea. “Fernando Toledo (PSDB) errou ao dar a vaga para ele e agora com a nova mudança, ele repara esse erro”, disse Calheiros, lembrando que a vaga foi solicitada pelo PT e PMDB.
Agora, quem ocupa a vaga na comissão é Marquinhos Madeira (PT). “A mudança é normal já que o requerimento da Casa tem que ser respeitado e o PSDB tem direito a duas vagas e as outras devem ser divididas entre os outros partidos”, afirmou Calheiros.
Ainda segundo Calheiros, não existe nenhum tipo de rusga com Antônio Albuquerque e a relação entre ambos é de "pura amizade". Já o presidente da Casa de Tavares Bastos disse ao CadaMinuto que a nova formação da CCJ obedece ao requerimento e que não houve nenhum acordo político.


