A Bolsa de Valores de Lima, no Peru, suspende operações após forte queda provocada pela vitória de Ollanta Humala nas eleições presidenciais.

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A Bolsa de Valores de Lima registrava baixa de 8,71% na abertura da sessão desta segunda-feira (6), com quedas expressivas das ações do setor de mineração, depois que foi anunciada a virtual vitória do nacionalista como presidente do Peru.

O Índice Geral (IGBVL), principal indicador que mede o desempenho das 36 empresas de maior importância no pregão da capital, teve queda de 1.848,9 pontos, aos 19.378,78.

No entanto, devido à previsão de que o mercado continue em baixa, a Bolsa de Valores de Lima decidiu suspender as negociações até as 10h locais (12h de Brasília) como medida de segurança.

A tendência de baixa foi motivada pelas empresas de mineração: Austral (-17,8%), Atacocha (-15,6%) e Volcán (-15%).

Hernando Pastor, da agência Kallpa Securities SAB, disse que os investidores vivem momentos de pânico, e o mercado aguarda sinais claros de que o atual modelo econômico vai continuar.

Antes mesmo das eleições, a perspectiva de Humala conquistar o posto máximo do país fez cair a Bolsa de Valores de Lima e subir às alturas a taxa de câmbio do dólar.

Para acalmar os investidores do país que cresce a taxas chinesas, próximas de 9% ao ano, ele chegou a divulgar uma “Carta ao povo peruano”. Assim como no Brasil de 2002, no Peru de 2011 se escuta dizer que “a esperança pode vencer o medo”.

Segundo especialistas, a maior parte do mercado prefere a continuidade do modelo econômico atual, que seria representado pela direitista Keiko Fujimori. Há o temor pelas "mudanças substanciais" prometidas por Humala durante a campanha.

De acordo com a análise da consultoria Apoyo, os investidores estrangeiros têm adiado seus investimentos no Peru desde que Humala venceu o primeiro turno, em 31 de abril.

De acordo com o último relatório do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), com 88,3% da apuração concluída, o nacionalista obteve 51,2% dos votos na eleição presidencial do Peru, enquanto Keiko Fujimori ficou com 48,7%.