Uma corte de Nova York determinou nesta quarta-feira uma fiança de US$ 25 mil para um empresário e ex-presidente de um banco egípcio acusado de abusar sexualmente de uma faxineira de um luxuoso hotel da cidade.
A Justiça determinou ainda que ele entregue seu passaporte, diante do risco de que fuja do país.
Mahmoud Abdel Salam Omar, 74, ex-diretor do Banco de Alexandria e agora presidente da El-Mex Salines Company, a maior produtora de sal no Egito e Oriente Médio, foi preso logo após a suposta vítima ter feito a denúncia, no fim da noite de segunda-feira.
A faxineira, uma mulher negra de 44 anos, disse ter sido chamada para levar lençóis ao quarto do ex-banqueiro no Hotel Pierre, em Manhattan, no domingo (29). No local, Omar teria agarrado a faxineira e a tocado de maneira inapropriada, impedindo que deixasse o quarto.
A procuradora Nicole Blumberg disse que, assim que a vítima entrou no quarto, o réu a agarrou em um "abraço de urso", a beijou nos lábios e no pescoço e disse repetidas vezes que gostava dela, antes de agarrar seus seios. Blumberg disse ainda que a faxineira tentou sair do quarto, mas Omar a agarrou novamente, pressionando sua virilha contra a perna dela. Quando a mulher conseguiu escapar e se virou para fugir, Omar pegou em suas nádegas.
O empresário foi indiciado por duas acusações de abuso sexual e uma de coerção física. Sua advogada, Liz Beal, disse à corte que seu cliente nega as acusações e quer provar sua inocência. Ele deve pagar a fiança o mais rápido possível.
A faxineira contou aos seus superiores sobre o ataque, mas foi aconselhada a esperar até a manhã seguinte para relatar o crime ao diretor de segurança --que chamou a polícia na manhã de segunda-feira.
O hotel, localizado entre a 5ª Avenida e o Central Park, suspendeu o supervisor da manutenção por não reportar imediatamente o crime.
O jornal "The Wall Street Journal" afirmou nesta quarta-feira que o Pierre vai providenciar botões de pânico para todas as camareiras, para evitar casos semelhantes.
A denúncia aparece semanas após o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, protagonizar caso semelhante, que o levou à renúncia. Strauss-Kahn é acusado de abusar sexualmente da camareira do Hotel Sofitel, em Manhattan, no último dia 18. Ele aguarda julgamento em prisão domiciliar, depois de pagar uma fiança de US$ 1 milhão mais US$ 5 milhões em caução.