O ex-secretário de Segurança de Niterói, Marival Gomes, é um dos procurados na Operação Alçapão da Polícia Civil. A ação foi desencadeada nesta quarta-feira para cumprir mandados de prisão contra policiais civis suspeitos de receber propinas mensais de contraventores. Até o momento, um delegado, quatro policiais civis e um agente do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) estão sob custódia.
As investigações para a Operação Alçapão, que começaram há seis meses, mostram que os valores das propinas chegavam a R$ 10 mil cada. O grupo foi denunciado por crimes como quadrilha armada, prevaricação e corrupção. A denúncia foi recebida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo.
"Demos início à investigação após informações do Disque-Denúncia e de informantes nas ruas", disse Gilson Emiliano Soares, corregedor da Polícia Civil. O objetivo dos 170 agentes envolvidos era cumprir um total de dez mandados de prisão, sete deles para policiais civis, e de 29 mandados de busca e apreensão.
A Polícia Civil informou que o delegado preso está na Delegacia Anti-Sequestro (DAS) e, na quinta-feira, será transferido para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8. Os outros presos foram levados para a sede da Coinpol, na zona portuária, onde prestaram depoimento.
Para evitar o vazamento de informações, fuga de procurados, destruição de documentos e provas, a Polícia Civil só distribuiu os envelopes com o destino dos agentes uma hora antes do começo da operação.
Investigado, ex-presidente da Viradouro não é localizado
Os agentes estiveram também na casa do ex-presidente da Viradouro e policial civil, Marcos Lira, em Camboinhas, Niterói. Funcionários do condomínio informaram que Lira não mora mais no local há seis meses e teria vendido a casa. Dentro do imóvel, que teria valor de mercado de R$ 1 milhão, os policiais encontraram máquinas caça-níqueis e documentos da Viradouro.