O governo americano destacou nesta terça-feira os progressos alcançados por Honduras nos últimos meses para restaurar a democracia após o golpe de Estado de junho de 2009 e apoiou seu retorno à Organização dos Estados Americanos (OEA). "Acreditamos que Honduras fez muitos progressos nos últimos meses para voltar a uma direção democrática sólida", assinalou o porta-voz interino do Departamento de Estado, Mark Toner.
Toner considerou que a volta do presidente deposto Manuel Zelaya ao país no sábado passado "é um passo nessa direção" e por isso acredita que Honduras "deveria voltar à OEA". O órgão convocou uma Assembleia Geral extraordinária para esta quarta-feira, na qual será discutida a volta de Honduras.
O país foi suspenso da OEA no dia 4 de julho de 2009, uma semana depois do golpe que derrubou Zelaya, quando promovia uma consulta popular para reformar a Constituição e supostamente prolongar seu mandato. O retorno de Zelaya ocorreu depois da assinatura de um acordo com o atual presidente hondurenho, Porfirio Lobo, no último dia 22 de maio na Colômbia.
Honduras necessita de dois terços dos votos de 33 membros para aprovar sua readmissão, à qual se opõe o Equador por considerar que os responsáveis pelo golpe não foram castigados, além de grupos de direitos humanos.
O porta-voz foi questionado sobre uma carta enviada por 87 líderes democratas à secretária de Estado, Hillary Clinton, na qual pede que pressione Honduras para um maior respeito dos direitos humanos, ao que respondeu que "em termos de uma perspectiva mais ampla, acreditamos que Honduras fez muitos progressos".