Os sindicatos do Sri Lanka ameaçaram, nesta segunda-feira, fechar a área de livre comércio no oceano índico do país, depois de conflitos entre polícia e trabalhadores por conta da proposta de um novo plano de aposentadoria privado. Ao todo, 23 pessoas ficaram feridas.
O partido do presidente Mahinda Rajapaksa disse, depois do incidente, que estava suspendendo temporariamente a proposta sobre a pensão no Parlamento. O governo disse também que a área de livre comércio onde aconteceram os confrontos estará fechada na terça-feira para "restaurar a paz industrial".
A polícia informou que usou gás lacrimogêneo e munição real no conflito com milhares de trabalhadores em greve na área de livre comércio próximo ao único aeroporto internacional do Sri Lanka, localizado a 33 km ao norte da capital comercial do país, Colombo.
Na primeira grande ação sindical no governo de Rajapaksa desde o fim da guerra civil de 25 anos em 2009, um sindicato apoiando o partido marxista de Janatha Vimukthi Peramuna liderou uma greve de três dias motivada por um novo plano de pensão que tanto funcionários quanto empregadores são contra.
Autoridades do governo disseram que pelo menos oito pessoas foram feridas pela polícia que abriu fogo contra os manifestantes depois que os disparos de aviso foram ignorados. Quinze policiais foram feridos quando cerca de 5 mil pessoas começaram a atirar pedras e atacar a estação de polícia, destruindo veículos.
"Quando uma multidão invadiu, a polícia atirou para o ar e, depois, atirou contra eles para controlar a situação", disse o inspetor-geral da polícia Mahinda Balasuriya em coletiva de imprensa.
Já o sindicato Intercompany Employees'' Union (ICEU) culpou a polícia por transformar um protesto que definiu como pacífico em algo violento.