Mais de R$ 157 mil foram recuperados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em apreensões de máquinas caça-níqueis nos dois últimos meses, desde que a chefe da instituição, delegada Martha Rocha, determinou prioridade no combate a esse tipo de crime. Nesse mesmo período, 40 bingos e cassinos foram fechados e 2.783 máquinas foram apreendidas.

"A questão do jogo não é algo pueril ou inocente. Por trás desse vício tem uma rede criminosa e famílias são devastadas", disse Martha Rocha. Um relatório elaborado pelo Ministério Público Federal no ano passado apontava que 342 bingos funcionavam no Estado, a maior parte no bairro Copacabana. Segundo a chefe de polícia, os criminosos têm se estabelecio em locais cada vez mais escondidos.

"Nosso maior informante é a população. Recebo diariamente telefonemas de pessoas que ficam desesperadas com parentes que estão perdendo todo o salário e indicam o local exato. Hoje, percebemos que os criminosos não utilizam mais um grande lugar e estão migrando para apartamentos, pequenas lojas e a gente não vê mais máquinas em comércio", afirmou Martha Rocha.