O presidente da Centric System (empresa especializada em soluções para centralização de sistemas), Otto Pohlmann, diz que "ainda estamos longe do cloud computing verdadeiro". Para Pohlmann, cloud computing "de verdade" deve ter três pilares essenciais: self service, cobrança por consumo e Stateless Computing. As empresas que vendem produtos sem esses três itens não estão vendendo computação em nuvem na realidade.
Ou seja, não se trata apenas da hospedagem de dados na internet de um consumidor que possa acessar esses dados em qualquer lugar. "Cloud computing é vender recursos: capacidade de processamento, armazenamento, memória e banda. O que algumas empresas estão fazendo é vender hosting 'vestido' de cloud", afirma Pohlmann.
Para que as empresas fornecedoras de computação em nuvem possam oferecer os chamados "três pilares" definidos por Pohlmann, elas devem permitir que o usuário possa escolher dentro do 'software' o que quer consumir, pague somente pelo que consome sem mensalidade fixa e devem ter uma rede com todos os servidores disponíveis ao mesmo tempo, para qualquer tarefa, o que é o chamado Stateless Computing.
O Stateless Computing também não deixa resquício de dados. De acordo com o executivo, ele ainda permite que as redes façam com que qualquer aplicação possa ser rodada em qualquer momento nos servidores físicos. Isso, segundo Pohlmann, faz com que as redes ganhem muito mais agilidade na transmissão de dados e diminuam os custos da TI.
"Com a computação tradicional, algumas transferências de dados ficam muito complicadas. É mais fácil mandar o motoboy entregar dados grandes do que fazer transferência online de muitos giga. Isso não acontece no verdadeiro cloud computing", explica.
Para Pohlmann, "a revolução que o cloud computing verdadeiro irá criar no mercado de TI será equivalente à revolução industrial que tirou o mundo do artesanato medieval de baixo volume para a produção industrial em larga escala e com baixo custo de produção. Os artesões atuais precisarão se adaptar a esta nova realidade".