Advogados, jornalistas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defenderam [ontem] a liberdade de imprensa e criticaram ações de governantes da América Latina que perseguem veículos de comunicação, como ocorreu na Argentina.

O jornal argentino "Clarín", que recebeu o prêmio ANJ deste ano, foi alvo de censura e perseguição do Estado em seu país.

- O "Clarín" simboliza os problemas que a imprensa da Argentina vem enfrentando para exercer da melhor forma possível sua missão de fazer um jornalismo independente, de qualidade, sem submissão aos governos - disse a presidente da ANJ, Judith Brito.

O seminário "Fórum Internacional de Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário", no STF, foi organizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

O presidente do STF, Cezar Peluso, que participou do evento, afirmou que a revogação da Lei de Imprensa, em abril de 2009, foi uma demonstração de que o tribunal é incansável defensor dos valores democráticos. Mas, para Peluso, o Poder Judiciário ainda é o menos conhecido dos Poderes.

- Os jornalistas têm muito que aprender sobre os juízes. E os juízes têm muito que aprender sobre o jornalismo. O Judiciário é o menos conhecido dos três Poderes. A população é desinformada sobre o trabalho dos magistrados - disse Cezar Peluso.