O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP) parece ainda ter mágoas em relação à postura do senador Benedito de Lira (PP) e do governador do Estado, Teotônio Vilela Filho (PSDB), na época em que foi acusado de participação no esquema que desviou cerca de R$ 200 milhões do município para empresas de recolhimento de lixo.
Almeida deixou claro, em entrevista ao CadaMinuto, que o rompimento dele com Lira e Vilela se deu pela omissão de ambos no momento mais crítico de sua vida. O prefeito lembrou que os apoios recebidos vieram de Deus, do senador Renan Calheiros e da sociedade maceioense. “Tenho conhecimento do meu caráter, personalidade e da gestão que fiz em Maceió”, colocou Almeida.
Os rumos políticos de Almeida ainda são incertos, já que nas próximas eleições não poderá disputar a prefeitura e terá como opção a candidatura à Câmara de Vereadores de Maceió. O mais concreto no momento é sua saída do Partido Progressista (PP) para o Partido Social Democrático (PSD), fundado pelo atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Apesar de ter participado do encontro do partido, promovido na capital alagoana no início do mês, ao lado de Kassab e do deputado federal João Lyra, Almeida confirmou ao CadaMinuto que sua saída do PP ainda não foi formalizada. Ele disse ainda que a conversa com o senador Benedito de Lira deverá acontecer na próxima semana.
“Benedito de Lira não tem motivos para ficar insatisfeito com minha saída”, falou Almeida, lembrando que é livre para fazer o que bem entender e que o PP só ganhou durante o tempo que esteve filiado ao partido.
“Espero que a conversa com o senador seja cordial e fraterna como foi marcada minha temporada no partido”, finalizou Almeida.
