A polícia paulista informou na quinta-feira (26) que vai proibir qualquer referência a maconha e outras drogas na Marcha da Liberdade - passeata programada para o sábado (28) à tarde na região central de São Paulo. O ato foi convocado durante a semana por meio de panfletos e redes sociais na internet, em reação à repressão policial à Marcha da Maconha, no sábado passado, proibida pelo Tribunal de Justiça sob o argumento de apologia ao crime e incitação ao uso de drogas.

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A nova marcha, segundo os organizadores, será "pacífica e festiva" e terá como proposta a ampla defesa do direito de liberdade de expressão. Devem participar do ato grupos como movimento negro, mulheres que defendem a legalização do aborto e ciclistas que lutam por mais espaço no trânsito da metrópole.

A organização espera reunir de 2.000 a 3.000 pessoas. Eles planejam sair do vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, e seguir até a praça da República, passando pela rua da Consolação. Ontem, comprometeram-se a ocupar apenas duas faixas das vias, sem bloqueá-las.

Em reunião que definiu o trajeto e o deslocamento da nova manifestação, realizada na quinta-feira na sede do 7.º Batalhão da Polícia Militar (PM), que cuida da região central da capital, tanto a PM quanto a Polícia Civil deram ênfase ao entendimento que referências a substâncias entorpecentes serão interpretadas como apologia ao crime ou incitação ao uso. A delegada Victória Guimarães, titular do 78.º Distrito Policial (Jardins), participou da reunião.

- Nenhuma referência dessas será permitida.

O major Marcos Félix, coordenador do 7.º Batalhão da PM, disse que qualquer apologia fará com que a corporação adote as providências necessárias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.