Oito soldados dos Estados Unidos foram mortos na explosão de uma bomba de beira de estrada no sul do Afeganistão, nesta quinta-feira, no ataque mais mortal contra as forças estrangeiras em um mês, segundo militares dos EUA.
A violência afegã cresceu muito nas últimas semanas depois que insurgentes ligados ao Taliban aumentaram o ritmo da "ofensiva de primavera".
Comandantes dos EUA alertaram que era provável um aumento na violência, com os militantes contra-atacando depois que forças da Otan conquistaram partes da área no sul do país dominado pelos insurgentes no ano passado.
A bomba desta quinta-feira foi o pior ataque individual a tropas estrangeiras desde que oito funcionários dos EUA e um empreiteiro do país foram mortos, após um piloto da força aérea afegã abrir fogo contra eles em um aeroporto militar de Cabul no dia 27 de abril.
O Pentágono e a Força Internacional de Segurança (ISAF, da sigla em inglês), liderada pela Otan, no Afeganistão disseram inicialmente que sete pessoas tinham sido vitimadas no ataque desta quinta-feira, mas depois aumentaram o número de mortos para oito.
Em outro incidente, outro membro da ISAF foi morto no início da quinta-feira em uma queda de um helicóptero no leste do Afeganistão, de acordo com a coalizão. A causa da queda ainda está sob investigação.
A guerra no Afeganistão, que quase completou uma década, é cada vez mais impopular nos Estados Unidos. Dos quase 2.480 soldados estrangeiros mortos no Afeganistão desde 2001, mais de 1.580 eram nascidos nos EUA.
As notícias sobre as novas mortes chegaram ao mesmo tempo em que deputados no Congresso quase perderam a votação que exigiria que o presidente dos EUA, Barack Obama, começasse a planejar uma retirada acelerada.
Tropas estrangeiras estão se preparando para começar uma retirada gradual de soldados a partir de julho, entregando as responsabilidades de segurança para as forças afegãs no final de 2014.
Mas críticos da estratégia de guerra de Obama no Congresso pedem uma redução de tropas mais rápida, em particular depois da morte do líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, no vizinho Paquistão.
Vítimas civis e militares atingiram níveis recordes em 2010, o pior ano da guerra desde que as forças lideradas pelos EUA chegaram para enfrentar o Taliban em 2001. Um total de 711 soldados estrangeiros foram mortos no ano passado e em 2011 deve seguir padrão similar, com o número de vítimas subindo na primavera e no verão.