A Espanha vai às urnas em eleições locais e regionais neste domingo, afundada em um clima de insatisfação generalizada com a classe política.

No sábado, milhares de cidadãos protestaram contra os altos índices de desemprego e as medidas de austeridade impostas pelo governo.

Muitos manifestantes permanecem acampados nas principais praças do país.

Na capital do país, Madri, cerca de 30 mil pessoas ocuparam a praça Puerta del Sol, no centro da cidade.

Manifestações semelhantes, apelidadas de M-15, aconteceram em Barcelona, Valência, Sevilha e Bilbao.

Os protestos desafiaram a proibição prevista por lei de manifestações políticas na véspera de eleições.

As manifestações começaram há seis dias na Puerta del Sol, pela iniciativa de jovens espanhóis, que reclamam do alto desemprego em sua faixa etária.

Ainda assim, a polícia não entrou em ação para desmobilizar o protesto.

CONDIÇÕES DE VIDA

Os manifestantes querem empregos, melhores condições de vida, um sistema democrático mais justo e mudanças nos planos de austeridade do governo socialista espanhol.

"Eles querem nos deixar sem saúde pública, sem educação pública, metade de nossos jovens está desempregada, eles aumentaram a idade para a aposentadoria também", disse a manifestante Natividad Garcia. "Isso é um ataque contra o pouco Estado de bem-estar social que temos."