Marcada para ocorrer neste domingo, a beatificação da Irmã Dulce atraiu não só fieis e devotos da religiosa para as imediações do Parque de Exposições, em Salvador, onde ocorrerá a cerimônia. Vendedores dos mais diferentes artigos também foram ao local para tentar lucrar com o evento, que pretende reunir centenas de pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo.

A dona de casa Maria de Lúcia Ramos, 56 anos, foi ao Parque de Exposições com a filha, que está desempregada há um ano, para vender blusas com a imagem de Irmã. Elas produziram 100 unidades que serão vendidas por R$ 10 cada. As duas também vão assistir a cerimônia. "Tenho fé na Irmã Dulce porque é uma boa pessoa, muito caridosa. Irmã Dulce é um exemplo de sabedoria que saiu do convento e foi para a rua e viu Jesus Cristo nos pobres", disse Maria.

O vendedor ambulante Honório dos Santos foi ao local vender amendoim. Apesar de evangélico, ele diz que valoriza o exemplo de vida da Irmã Dulce, que era uma pessoa boa e caridosa. A devota Maria das Graças da Silva, 53 anos, técnica em contabilidade, diz que conviveu com religiosa quando criança. "Eu ia rezar todos os dias quando Dulce estava internada", afirmou. A mulher, que há cinco meses caiu da laje de sua residência, foi ao local em uma cadeira de rodas. "Aprendi a amar e servir com Irmã Dulce", disse.

A comerciante Márcia Conceição, 39 anos, que estava vendendo fitinhas com nome de Irmã Dulce, reclamou do movimento fraco. Segundo ela, as pessoas não param para comprar, indo direto para o Parque de Exposições. Ela tentará retornar ao ponto de venda depois de acompanhar a cerimônia para tentar vender a mercadoria.