O líder norte-coreano Kim Jong-Il chegou à cidade chinesa de Changchun no segundo dia de uma visita à China provavelmente destinada a obter ajuda econômica para seu país em dificuldades, anunciou neste sábado a rede de televisão sul-coreana YTN. Segundo a televisão, o trem especial de Kim Jong-Il havia abandonado na sexta-feira a cidade de Mudanjiang.

Na estação de Changchun foram adotadas medidas de segurança e foi deslocado grande efetivo policial para as ruas que levam da estação a um hotel de luxo na cidade, onde Kim Jong-Il já havia se hospedado em sua visita anterior. De acordo com a imprensa sul-coreana, o líder da Coreia do Norte chegou na sexta-feira à China. Os meios de comunicação sul-coreanos também informaram sobre a visita do filho mais jovem do líder sul-coreano, Kim Jong-Un, a esta cidade na fronteira nordeste da China. No entanto, "não há certeza de que Kim Jong-Un tenha acompanhado seu pai", indicou uma autoridade sul-coreana.

Segundo outra fonte, o nome de Kim Jong-Un não figura na lista oficial das 70 pessoas que acompanham o líder norte-coreano. Esta é a terceira viagem em pouco mais de um ano do líder da Coreia do Norte ao seu principal aliado e fornecedor de ajuda econômica. Nem Seul nem o ministério chinês das relações Exteriores comentaram a visita. O regime de Pyongyang, única dinastia comunista no mundo, resiste em realizar reformas por medo de que o controle ferrenho que tem sobre o povo seja quebrado, apesar da dificuldade econômica que o país atravessa.

Para Kim Yong-Hyun, pesquisador da Universidade Dongguk de Seul, esta visita reflete a vontade de Kim de reforçar os laços econômicos com Pequim. A influência econômica chinesa na Coreia do Norte aumentou quando a Coreia do Sul e os países ocidentais suspenderam sua ajuda diante da ameaça nuclear norte-coreana e da rejeição de Pyongyang de falar sobre desnuclearização.

As trocas comerciais entre Coreia do Norte e China aumentaram 32% no ano passado para alcançar 2,4 bilhões de euros. "Esta visita na China, principal apoio da Coreia do Norte, contribuirá para estabilizar o norte e assegurar o processo de sucessão entre o pai e o filho", estimou Yang Moo-Jin, professor da Universidade de estudos norte-coreanos em Seul.

Em sua última visita, em agosto de 2010, Kim se reuniu em Changchun com o presidente chinês, Hu Jintao, que o exortou a reformar a economia de seu país, submetida ao Estado, e a se inspirar nas reformas chinesas.