Familiares da jovem que teria sido supostamente estuprada dentro do campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), na quinta-feira (19), serão ouvidos pela polícia neste sábado (21), segundo informou ao G1 a assessoria de imprensa da Polícia Civil. A jovem, de 19 anos, seria estudante do curso de enfermagem.

O objetivo do encontro entre a família e investigadores, segundo a polícia, é saber se o estupro ocorreu de fato e por que não houve registro de boletim de ocorrência.

Na noite de sexta-feira (20), a reitora da Ufac, Olinda Batista Assmar, negou que tenha ocorrido o estupro no campus da universidade. Segundo Olinda, a própria universitária teria dito à coordenação do curso que foi assaltada e não foi vítima de agressão sexual. A jovem teria sido abordada em um ponto de ônibus dentro do campus por apenas um homem, que estaria armado, segundo a reitora.

De acordo com a delegada Áurea Letícia Carneiro Ribeiro Dene, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, um auto de investigação preliminar foi aberto para apurar o que de fato ocorreu na quinta-feira. “Até agora não sabemos quais fatos ocorreram, se foi um estupro ou um assalto, porque não fomos procurados pela vítima. Para que seja aberto um inquérito para investigar um estupro precisamos de uma representação da jovem, dependemos da vontade dela. O auto de investigação é só para apurar o que ocorreu”, afirma ao G1.

Áurea diz que, na quinta-feira, o Centro Integrado de Segurança Pública (Ciosp) registrou uma ligação relatando o suposto assalto seguido de estupro no campus da universidade, mas as informações ainda não foram confirmadas.

Durante a manhã de sexta-feira (20), alunos fizeram uma manifestação contra a violência no campus. A reitora afirma que foram realizadas três reuniões para discutir o problema de segurança. Diariamente, 7 mil pessoas circulam pelo campus.