Por votação majoritária, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, nesta quinta-feira, a extradição do major do Exército argentino Norberto Raul Tozzo, para ser julgado pelo Tribunal de 1ª instância de Resistência (Capital da Província do Chaco), na Argentina, por sua suposta participação do crime conhecido como Massacre de Margarita Belén, ocorrido na madrugada de 13 de dezembro de 1976, na província do Chaco, no norte do país vizinho. Tozzo está preso preventivamente no Brasil desde 2008.

Na época do crime, um grupo de 22 presos políticos, em sua maioria militantes da Juventude Peronista, foi executado em uma operação conjunta do Exército Argentino e da Polícia do Chaco, em um lugar próximo à localidade de Margarita Belén, naquela província. Desses 22, 18 foram identificados, mas quatro continuam sendo considerados desaparecidos, já que até hoje seus corpos não foram entregues às suas famílias.

O fuzilamento foi disfarçado, prática comum no regime militar argentino de então, como tendo sido resultado de um tiroteio entre a polícia e um grupo de milícia, durante tentativa de fuga dos prisioneiros.