ÁGUAS PROFUNDAS
Integrantes do grupo BDMLR (sigla em inglês de Mergulhadores Britânicos de Resgate de Vida Marinha) estão cuidando do caso e temem que as baleias, uma espécie de águas profundas, morram em um grande encalhe. Esse seria o maior já registrado na Escócia.
Alasdair Jack, organizador das equipes de mergulhadores na Escócia, afirmou que evitar o encalhe dos mamíferos poderá fazer com que os animais passem por um sofrimento desnecessário e acabem encalhando em outro lugar.
"Em vez de tentar evitar cheguem à praia, vamos deixar que as baleias venham, e então tentaremos lidar com a situação", afirmou. "Temos vários flutuadores, que é nosso equipamento para lidar com as baleias, e mais destes equipamentos estão a caminho."
"Vamos deixar que as baleias façam o que quiserem e então esperar para ver o que acontece", disse.
O inspetor da SPCA (Sociedade para Prevenção da Crueldade contra Animais, da Escócia), Calum Watt, disse que as baleias têm laços sociais fortes, o que significa que um mamífero pode seguir outro que esteja doente ou ferido até a praia.
"Neste momento, temos esperança que elas não encalhem, mas nossa preocupação é que as baleias feridas venham para a praia e sejam seguidas", disse.
"Tentar levar tantas baleias de volta poderá ser uma tarefa enorme e, se elas encalharem, vamos ter que decidir sobre a melhor forma de agir."
Segundo Watt, o maior número de baleias encalhadas que foram levadas de volta ao mar foi sete, em 1993. "Infelizmente, todas voltaram à praia e morreram", disse.
OUTRO GRUPO
Baleias-piloto podem chegar a mais de seis metros de comprimento e estão entre os animais marinhos mais comuns.
O operador de ecoturismo Stefe Duffield, que fotografou o grupo de animais, afirmou que não é comum ver baleias-piloto tão próximas da costa.
"Esta é uma espécie de águas profundas (...) raramente vista em lagos costeiros", afirmou.
Em outubro de 2010, outro coletivo de baleias-piloto foi visto na mesma região. Dias depois, 33 baleias, que pertenceriam ao grupo, foram descobertas mortas em uma praia da região.
"É incrível que um segundo grupo, desta vez provavelmente com mais do dobro de tamanho, tenha chegado à mesma área", disse Calum Watt. "Não há razão conhecida para que elas venham para o mesmo lugar."