O estudante universitário Amilton Loyola Caires, de 23 anos, réu confesso da morte a facadas do professor de Educação Física, Kássio Vinícius Castro Gomes, 39 anos, deverá ser internado em um manicômio judicial. Nesta semana, um laudo psiquiátrico atestou que o estudante sofre de esquizofrenia e, dessa forma, é inimputável e não pode ser levado a júri popular.

O crime aconteceu no dia 7 de dezembro do ano passado, no Centro Universitário Izabela Hendrix, no Bairro Lourdes, na capital mineira. Desde então, Amilton está no Presídio Inspetor Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.

O promotor do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, Francisco de Assis Santiago, que denunciou o réu, confirmou nesta quarta-feira (18) que já avaliou o laudo e repassou suas considerações para o juiz sumariante do 2º Tribunal do Júri, Maurício Torres.

Ainda conforme Santiago, ele recomendou que o réu seja internado em um manicômio judicial com privação de liberdade. O magistrado agora vai avaliar o laudo e a recomendação do Ministério Público e deverá anunciar sua decisão nos próximos dias.

O crime provocou uma onda de medo e revolta na rede de ensino da capital mineira, com reflexos em todo país. Inconformado com uma má avaliação por parte do professor, o estudante esfaqueou a vítima na região do tórax. Kássio Vinícius morreu no local. Câmeras de segurança da instituição gravaram toda a ação.