O advogado da camareira de hotel que acusou o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro, afirmou que ela não sabia quem ele era no momento do suposto incidente.

A mulher de 32 anos identificou Strauss-Kahn para a Polícia de Nova York depois de examinar o diretor-gerente do FMI em meio a outros suspeitos.

O advogado da camareira, Jeffrey Shapiro, afirmou que sua cliente "não tinha ideia de quem era este homem quando foi para a sala", para fazer a identificação, e apenas ficou sabendo quem ele era no dia seguinte.

"A ideia de que alguém sugeriu que ela estava envolvida em algum tipo de conspiração é ridícula. Esta é uma pessoa que foi vítima de um ato violento", disse Shapiro.

O advogado afirmou ainda que sua cliente está passando por um trauma "extraordinário" e está escondida. "Não é apenas minha a opinião de que esta mulher é honesta. O Departamento de Polícia da Cidade de Nova York (NYPD, na sigla em inglês) chegou à mesma conclusão. Esta não é uma mulher com segundas intenções", afirmou o advogado.

Jeffrey Shapiro afirmou que sua cliente é da Guiné, no oeste da África. Ela chegou aos Estados Unidos há sete anos junto com a filha, que atualmente tem 15 anos, e trabalha no hotel onde ocorreu o incidente com o diretor-gerente do FMI há três anos.

No entanto, o advogado de Dominique Strauss-Kahn, Benjamin Brafman, disse que os advogados de defesa do caso acreditam que os dados obtidos pela perícia irão provar que não houve um ato sexual forçado no encontro entre os dois.