O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, conhecido por ter reduzido o número de crimes durante seu mandato com políticas de "tolerância zero", assessorará a candidata presidencial Keiko Fujimori em temas de segurança civil.
Giuliani, que nesta segunda-feira visita em Lima várias delegacias e outros pontos da cidade, disse em declarações à "Rádio Programas del Perú (RPP)" que foi a equipe de campanha de Keiko Fujimori, filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori, que entrou em contato com ele.
O ex-prefeito nova-iorquino (1994-2001) e hoje consultor em temas de segurança (já trabalhou em países latino-americanos como México, Brasil e Colômbia) decidiu enviar ao Peru dois especialistas que estão há dois meses no país e com os quais articulará as recomendações para a candidata Fujimori.
Giuliani, que afirmou ter se surpreendido "muito" com a percepção de insegurança no Peru, reiterou que os programas para reduzir os índices de criminalidade devem se adaptar à realidade de cada região.
"Antes de fazer recomendações, é necessário conhecer o povo local, porque não há um método único que possa servir para todos os lugares", declarou o assessor internacional.
O americano advertiu que reduzir os níveis de criminalidade nas cidades é algo que "não se faz em dois meses ou mais", e citou como exemplo o período de "dois anos" necessário para ver resultados em Nova York e os quatro anos para a formação de uma consciência cidadã.
Para o assessor internacional, o apoio da população é fundamental para conseguir bons resultados na redução da criminalidade, mas também insistiu na necessidade de criar um corpo policial "honesto, responsável, que preste contas".
Giuliani foi nomeado "homem do ano" em 2001 pela revista americana ''Time'' pela "força sobrehumana" demonstrada após os ataques terroristas do dia 11 de setembro. Porém, foi muito criticado pelas frequentes violações dos direitos cidadãos por parte da polícia nova-iorquina em sua perseguição a criminosos.
A agenda de Giuliani no Peru incluiu sua participação ontem em um congresso de segurança na cidade de Trujillo, onde, segundo o jornal ''El Comercio'', defendeu estabelecer penas carcerárias a autores de delitos menores como roubo de celulares.