O advogado de Verônica Veroni de Paiva, Rodolfo Thompson, disse que sua cliente, assassina confessa de seu amante, um empresário encontrado morto em um quarto de motel em Niterói, no Rio de Janeiro, deve ser tratada como alguém doente. "Estamos tratando de uma pessoa enferma. Ela toma mais de 10 medicamentos, inclusive alguns de tarja preta. Nós estamos lidando com uma pessoa que tem graves problemas mentais. Ela é uma pessoa enferma que acaba de fazer 18 anos", reiterou Thompson. As declarações foram concedidas em entrevista ao RJTV, da TV Globo.

A suspeita, que já estava sendo considerada foragida, se apresentou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira. A delegada Juliana Rattes afirmou que o depoimento de Verônica, que alegou legítima defesa, teve diversas contradições. Segundo Verônica, Fabio Gabriel Rodrigues, 33 anos, tentou estuprá-la e, para impedir que o crime fosse cometido, ela o empurrado para o chão, em um acesso de raiva, o enforcou, com ele já desacordado. A Polícia Civil informou que Verônica passava muito tempo em redes sociais e participava de comunidades no orkut como 'Desista, você perdeu ele para mim' e 'Profiles de gente morta'.

Suspeita de ameaças
Amigos e familiares de Fabio afirmaram que Verônica já tinha feito ameaças contra o empresário. A Polícia Civil investiga se o crime foi premeditado, já que a jovem teria ligado várias vezes para a vítima tentando marcar um encontro. A delegada Juliana Rattes, titular da 77ª DP (Icaraí), afirmou que percebeu diversas contradições no depoimento da acusada, além de divergências entre a versão contada e o que foi encontrado pelos peritos na cena do crime.

Verônica foi indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de ocultação de cadáver, já que, após o homicídio, ela teria tentado, sem sucesso, arrastar o corpo para a garagem do motel. A polícia informou que o resto de um cigarro de maconha e pó branco foram encontradas no carro de Fabio, que Verônica teria usado para fugir do motel após o crime.