Em sessão na Assembleia Legislativa de Alagoas, na tarde desta quinta-feira (12), o deputado Isnaldo Bulhões (PDT) voltou a discutir a manifestação realizada por militares, no último dia 10. O parlamentar acompanhou Judson Cabral (PT), que havia começado a falar sobre o tema. Bulhões afirmou que presta solidariedade aos manifestantes e classificou como “inaceitável” o fato de os militares terem sido taxados de “vagabundos e deliquentes”.
Bulhões contou que quando a manifestação teve início, ele já não estava mais no prédio da Assembleia. O deputado citou a declaração do colega de Plenário, Antonio Albuquerque (PTdoB), que afirmou ter sofrido uma tentativa de homicídio por parte dos militares. “Ouvi o que ele falou e o que digo é que se houve excessos, que os responsáveis sejam punidos. Não adianta invertermos os papéis agora”, colocou.
“Não me apequenei”
Judson, durante pronunciamento no Plenário da Casa de Tavares Bastos, rebateu as afirmações de Antonio Albuquerque, que afirmou que o petista se “apequenou” por ter prestado apoio aos militares. Judson afirmou que continuará tentando ajudar os servidores para que o diálogo com o Governo seja mantido.
“Não quero confronto com nenhum colega, mas não me apequenei. Tenho certeza de que se for para estar ao lado dos servidores eu vou me apequenar, sempre. Diante da minha pequenez, vou estar sempre discordando, quando isso se fizer necessário”, colocou o petista.
17 de julho
Dudu Holanda (PMN) também falou sobre a manifestação dos militares. Ele colocou que estava no prédio da Assembleia quando os manifestantes ameaçaram invadir o local. Dudu disse que funcionários relataram que, diante do ato, relembraram o histórico dia 17 de julho de 1997.
“Não estamos aqui para sermos agredidos e não estamos à mercê de levar tiro de manifestante. Nem todos são vândalos, mas é claro que houve excessos”, disse Dudu.
Manifestação
Na terça-feira (10), um grupo de cerca de 100 militares protestou, em frente à Assembleia, contra o aumento dos salários dos deputados. Os manifestantes atiraram pedras no prédio, que quebraram janelas, e jogaram uma bomba no interior da sede do Legislativo estadual.
