Em entrevista na rádio Maceio-AM 1020, ao âncora França Moura, no programa Cidadania, o deputado estadual e vice presidente da Assembléia Legislativa, Antonio Albuquerque (PT do B) desafiou o parlamentar que é contra o aumento salarial de 108% dos deputados a devolver ao erário o seu vencimento e continuar recebendo o antigo salário. Segundo ele, "isso não vai acontecer nunca e é pura demagogia de quem informar a imprensa que é contra o reajuste e no final do mês ir ao banco sacar o dinheiro todo."
Recordou o parlamentar que justamente há 12 anos não havia reajuste salarial para os deputados. Segundo ele, em Alagoas os deputados ganham menos do que em muitas Assembléias legislativa do Brasil. E tem mais, disse Antonio Albuquerque, o nosso salário é menos 50% do salário que é pago hoje no Estado aos delegados de policias, governador, e aos homens do Poder Judiciário.
Para ele, "não há nenhum absurdo nesse reajuste salarial", entretanto, ele explicou que o governador Teotonio Vilela vetou o salário dos deputados “absolutamente errado e foi um absurdo, com o único objetivo de jogar os parlamentares contra a sociedade".
Albuquerque destacou ainda a derrubada do veto sobre a obrigatoriedade de diploma de jornalista para exercício de cargo público na função. " E você acha que podia ser diferente ? É preciso ter formação para exercer um cargo tão importante, e a Assembleia não poderia agir de outra forma. " concluiu o deputado estadual Antonio Albuquerque que deixou ainda o PT em saia justa, uma vez que havia 21 deputados presentes e apenas um voto contra, quando os parlamentares do Partido dos Trabalhadores garantiram ter votado contra o aumento. E o PT tem três deputados eleitos no pleito do ano passado.
Por telefone, o Deputado Marcos Barbosa(PPS) assegurou ao âncora França Moura que só o deputado Judson Cabral(PT) votou contra o aumento. Cabral também entrou no ar, no paralelo, e disse que votou contra sim porque discordou da forma como foi dado o aumento, "pois a lei diz que pode ser até 75% e é preciso saber se a casa tem condições de dar esse aumento. Não discuto se o deputado merece ou não, mas um parlamento que deve energia elétrica, não tem nem papel higiênico, dar um aumento desse ?", finalizou o petista Judson Cabral
Bastante irritado, indagou o deputado do PT do B: "quando foi que os deputados estaduais ficaram contra os servidores alagoanos?"
Ele reconheceu que os professores, médicos e todas as categorias de servidores precisam ganhar mais para ter melhores condições de vida. No entanto, assegurou que "não é agredindo e provocando vandalismo que chegaremos ao bom-senso".
O vice-presidente da Assembléia Legislativa, disse que lamentou a manifestação de um reduzindo número de servidores acontecido ontem na Assembléia Legislativa. Para ele, "aquilo que ocorreu na casa Tavares Bastos é um vandalismo e jamais manifestação de reivindicação de melhoria salarial”.
Antonio Albuquerque esclareceu que há 17 anos de mandatos consecutivos de jamais tinha presenciado um ato de selvajaria como o de ontem no recinto da Assembléia, provocando choro e temor nos servidores que ali estavam trabalhando. "Foi uma agressão ao regime democrático brasileiro e é um ato criminoso."
Segundo ele, o presidente da CUT, Izac Jacson Ferreira, deveria ter mais responsabilidade para dirigir uma entidade de classe. “É bom ele lembrar do seu passado e ter mais educação", concluiu o ex-presidente da ALE.
