A visita oficial do presidente venezuelano, Hugo Chávez, na próxima terça-feira ao Brasil será tratada com discrição pelo governo. A pedido da presidente Dilma Rousseff (PT), o almoço que seria servido no Palácio Itamaraty foi transferido para o Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente. O encontro terá um caráter de trabalho e proporções bem menores do que as recepções geralmente organizadas pelo Itamaraty, que contam com convites a empresários e personalidades da sociedade.

A lista de convidados para o Alvorada ainda não está definida, mas deve se restringir aos ministros dos países, cujas pastas estão envolvidas nos acordos que serão assinados. Brasil e Venezuela já possuem acordos nas áreas de geração de energia. O presidente venezuelano chega ao Brasil hoje, às 22h. Ele dorme em Brasília e, amanhã, às 10h, se reúne com Dilma no Palácio do Planalto.

De acordo com o Itamaraty, os dois presidentes deverão revisar os principais tópicos da agenda bilateral, com ênfase no comércio bilateral, na evolução dos programas de cooperação nas áreas de agricultura, desenvolvimento regional, habitação popular, universalização de serviços bancários e integração Amazônia-Orinoco.

No ano passado, o comércio entre os países somou US$ 4,6 bilhões. O Brasil exportou US$ 3,8 bilhões e, só no primeiro trimestre deste ano, as trocas comerciais entre o País e a Venezuela superaram US$ 1 bilhão. De janeiro a março, as exportações brasileiras somaram US$ 822,7 milhões. A previsão é que Chávez deixe Brasília no final da tarde em direção ao Equador e posteriormente a Cuba.