Uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu pelo menos 15 pessoas na manhã desta terça-feira em Londrina. Elas são suspeitas de desvio de dinheiro e corrupção na área da saúde. Entre os detidos está o procurador jurídico do município Fidélis Canguçu.
O esquema envolvia duas Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips), que prestam serviços de saúde para o município, a Atlânticos e a Galatas.
O desvio de dinheiro era realizado por meio de contratos que a prefeitura tinha com as instituições, que totalizavam cerca de R$ 13 milhões. Além do procurador jurídico, foram presos o presidente do Instituto Atlântico, Bruno Valverde, o presidente do Gálatas, Sílvio Luz Rodrigues Alves e dois conselheiros municipais da Saúde, Marcos Ratto e Joel Tadeu Correia.
O prefeito de Londrina, Homero Barbosa Neto, informou que a prefeitura já estava investigando irregularidades nos contratos, mas se disse surpreso com o envolvimento do procurador jurídico do município. O prefeito também disse que Fidélis está automaticamente exonerado do cargo. O Gaeco deve divulgar mais informações sobre a operação durante entrevista coletiva nesta tarde.