Os Estados Unidos advertiram nesta sexta-feira que adotarão "medidas adicionais" contra a Síria caso Damasco não detenha sua brutal repressão aos manifestantes, quase uma semana depois de terem imposto duras sanções ao país árabe. "Os Estados Unidos acreditam que as ações deploráveis da Síria contra seu povo merecem uma resposta internacional forte", afirmou a Casa Branca em um comunicado, condenando o uso da "força bruta" para esmagar os protestos.
Washington alertou que a menos que o governo do presidente Bashar Al-Assad pare com a repressão aos protestos pacíficos pró-democracia, "os Estados Unidos e seus parceiros internacionais irão tomar medidas adicionais para tornar clara a nossa forte oposição ao tratamento que o governo sírio dá ao seu povo". No dia 30 de abril, os EUA ordenaram o congelamento de operações financeiras da Síria, notadamente visando Maher Al-Assad, irmão poderoso do presidente, que comanda a temida Quarta Divisão Blindada da Síria.
Também foram incluídos nestas sanções Ali Mamluk, chefe dos serviços de inteligência, e Atef Najib, que se apresentou como o ex-chefe de inteligência de Deraa (sul), epicentro dos protestos contra o regime. Mas a administração Obama parou de atacar o presidente sírio e até agora não retirou seu embaixador americano em Damasco, Robert Ford, que chegou em janeiro no país em uma tentativa de melhorar as relações.
O recente comunicado da Casa Branca foi uma de suas reações mais difíceis diante da deterioração da situação na Síria, e veio depois que grupos de direitos humanos afirmaram que as forças de segurança do país mataram pelo menos 26 manifestantes nesta sexta-feira durante o "Dia do Desafio" contra o regime.