Ao menos 21 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta sexta-feira, 6, após confrontos entre manifestantes e as forças de segurança na Síria, informou o ativista de direitos Ammar Qurabi. Segundo ele, a maior parte das vítimas está na cidade de Homs, no sul do país, onde nos últimos dias se intensificaram as marchas contra o presidente Bashar Al-Assad.

"Há seis mortes confirmadas em Hama e 15 em Homs até agora", disse Qurabi, diretor da Organização Nacional para Direitos Humanos na Síria, por telefone do Egito. Ele também afirmou que os residentes da cidade costeira de Banias temem pelo Exército que, segundo eles, estaria a quatro quilômetros de distância e poderia invadir a cidade.

Os protestos contra o governo autoritário de Assad já duram quase dois meses. Ativistas dizem que mais de 565 civis e cem soldados morreram desde que os confrontos começaram. Os números, porém, não podem ser confirmados independentemente devido ao rígido controle exercido sobre o governo sobre a imprensa na Síria.

Os protestos, que os oposicionistas chamam de "dia de desafio" tiveram início em várias cidades, apesar da presença em grande número das forças de segurança. Na capital, Damasco, e na cidade de Tal, testemunhas dizem que forças de segurança responderam às manifestações com disparos. O governo de Assad é considerado um dos mais autoritários do Oriente Médio.

Também nesta sexta, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse que o governo Sírio permitiu a entrada de uma equipe do órgão para verificar a situação humanitária no país. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, recebeu a confirmação das autoridades por telefone.