Os Estados Unidos buscarão destruir a organização central da Al Qaeda agora que o líder do grupo, Osama bin Laden, foi morto e suas capacidades reduzidas por operações dos Estados Unidos, disse o conselheiro de contraterrorismo da Casa Branca.

Desde os ataques de 2001 em Nova York e em Washington, a Al Qaeda conquistou grupos afiliados no Oriente Médio e o norte da África e inspirou ataques na Europa.

Mas o chefe de contraterrorismo da Casa Branca, John Brennan, disse que a morte de Bin Laden foi a mais recente de uma série de operações norte-americanas que desferiram "vários golpes" à rede central da Al Qaeda no Paquistão e no Afeganistão no último ano.

"Vamos tentar tirar vantagem dessa oportunidade que temos agora, com a morte do líder da Al Qaeda, Bin Laden, para garantir que possamos destruir aquela organização", disse Brennan ao "Today Show" da NBC. "Estamos determinados a fazer isso, e acreditamos que podemos", acrescentou.

"Acreditamos que danificamos a organização, degradamos suas capacidades e deixamos muito mais difícil para ela operar dentro e fora do Paquistão", acrescentou.

Ele disse ainda que a informação que conduziu à localização de Bin Laden "foi se acumulando ao longo dos últimos nove anos" e que os dados "foram obtidos, em muitos casos, de detidos que forneceram informação voluntária ou involuntariamente".

Bin Laden foi morto com um tiro de um dos cerca de 20 militares da Marinha dos Estados Unidos que invadiram, em helicópteros, sua mansão de alta segurança em Abbottabad, cidade a apenas cerca de 50 km da capital paquistanesa. A mansão ficava ainda a menos de um quilômetro de uma academia militar que treinava membros para as Forças Armadas do Paquistão.

Na entrevista, Brennan declarou que "claramente existia algum tipo de rede de apoio" para Bin Laden dentro do Paquistão, mas ressaltou que o país foi um firme aliado dos EUA na luta contra a Al Qaeda.

"O Paquistão pagou um alto preço: mais membros da Al Qaeda foram capturados e mortos lá que em qualquer outro país e muitos soldados e policiais valentes paquistaneses deram sua vida nesta luta", acrescentou.