Autoridades americanas revelaram à agência de notícias Reuters que o governo dos EUA estuda divulgar nesta terça-feira fotos do sepultamento de Osama bin Laden no mar.

O corpo do líder da Al Qaeda foi retirado do Paquistão, levado a um porta-aviões norte-americano, e sepultado em algum lugar no norte do mar da Arábia, na segunda-feira.

As informações chegam no mesmo dia em que o governo americano começou a divulgar mais detalhes sobre a operação que matou o chefe da rede terrorista Al Qaeda.

"Contato visual com Gerônimo, inimigo morto em ação", disseram os Seals, força de elite da Marinha dos EUA logo após encurralarem o terrorista Osama bin Laden no último andar de sua casa em Abbottabad, no Paquistão, no último domingo (1º).

Mais de 24 horas depois da morte de "Gerônimo", as autoridades americanas continuam revelando a conta-gotas os detalhes da operação de 40 minutos que terminou com a vida do símbolo da "jihad (guerra santa) internacional" do século 21.

A Casa Branca relatou os minutos, "longos como dias", de Barack Obama, o vice-presidente Joe Biden e a secretária de Estado Hillary Clinton na 'situation room' (a sala de crise) da sede presidencial.

As fotos mostram rostos graves e concentrados. Em uma imagem, Hillary leva a mão à boca, demonstrando algum nervosismo.

Quando Panetta transmitiu a mensagem "Geronimo was now EKIA [Enemy Killed in Action - Inimigo Morto em Ação]" --o ambiente mudou.

"Nós o pegamos!", exclamou Obama ao saber que o exame de DNA confirmara a identidade do morto.

À noite, Obama pediu aos representantes e senadores americanos que aproveitem o momento para superar as divergências e retomar a unidade que se consolidou depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

"O comando queria capturá-lo vivo, mas Bin Laden resistiu durante o tiroteio. Assim, tiveram que matá-lo", afirmou uma fonte do governo americano.

PAQUISTÃO SE DEFENDE

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, se defendeu nesta terça-feira das acusações de que o país estava abrigando secretamente o líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, morto em uma mansão a cerca de 50 km da capital do país.

"Alguns na imprensa americana sugeriram que o Paquistão não teve a vitalidade necessária em sua luta contra o terrorismo, ou pior, que fomos dissimulados e protegemos os terroristas que dizíamos buscar", disse Zardari.

"Tal especulação sem base pode ser excitante para os jornais, mas no reflete a realidade", completou.

Bin Laden foi morto com um tiro de um dos cerca de 20 militares da Marinha dos Estados Unidos que invadiram, em helicópteros, sua mansão de alta segurança em Abbottabad, cidade a apenas cerca de 50 km da capital paquistanesa. A mansão ficava ainda a menos de um quilômetro de uma academia militar que treinava membros para as Forças Armadas do Paquistão.

Nesta segunda-feira, o assessor de contraterrorismo da Casa Branca, John Brennan, reconheceu que é "inconcebível" que Bin Laden não tinha um "sistema de apoio" no Paquistão. "As pessoas estão falando em se esconder debaixo do nariz. Nós estamos avaliando como ele foi capaz de se esconder por tanto tempo", disse.