A TV, chefe da CIA afirmou que 'não havia dúvidas' sobre divulgação.
Porta-voz da Casa Branca considerou foto como 'horrível'.
A informação foi divulgada após o novo diretor da CIA, a agência de espionagem norte-americana, Leon Panetta, ter afirmando em entrevista à rede de TV NBC que "não havia dúvidas" de que a imagem seria divulgada em breve pelo governo norte-americano, segundo a agência de notícais Reuters.
"O governo está debatendo sobre esta questão e o que seria melhor fazer, mas eu não acho que há alguma dúvida de que esta foto deve ser divulgada ao público", disse Panetta, segundo transcrição de sua entrevista à TV, antes de ser desmentido pela Casa Branca.
Mais cedo nesta terça-feira, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, já havia afirmado que o governo norte-americano ainda analisava se iria ou não divulgar a foto. "Serei franco, a divulgação de fotos de Osama bin Laden após ter sido abatido é sensível, e avaliamos a necessidade de fazê-lo", disse Carney.
A questão é saber, segundo Carney, se uma eventual divulgação "serve ou não aos nossos interesses, não apenas aqui, mas no mundo inteiro". "Posso dizer que é uma foto horrível", considerou ele, recusando-se a dizer se a viu.
Carney também disse que a foto do terrorista morto é "atroz" e que o efeito de sua divulgação seria "explosivo".
Segundo o porta-voz, o terrorista não estava armado quando foi abordado pelas forças especiais que invadiram seu complexo no Paquistão, mas, segundo ele, Bin Laden teria reagido, o que fez com que os militares abrissem fogo contra ele, matando-o. Na véspera, fontes do governo haviam dito que o objetivo da missão era de matar Bin Laden, e não de tentar capturá-lo com vida.
A Casa Branca também disse que a esposa de Bin Laden recebeu um disparo na perna durante a ação e não foi morta. Ela estava no mesmo quarto do terrorista.
As informações contradizem John Brennan, assessor de segurança do governo Barack Obama, que, na véspera, havia dito que Bin Laden estava armado e usou uma mulher como "escudo".
Afeganistão e Paquistão
Carney disse que a morte de Bin Laden não vai afetar o cronograma da retirada das tropas americanas do Afeganistão. Segundo ele, os Estados Unidos "trabalham duro" em suas "complicadas, mas importantes" relações com o Paquistão.
"Estamos trabalhando muito duro nesta relação, é uma relação complicada, mas importante, que foi posta à prova de muitas maneiras em anos anteriores e inclusive neste ano", afirmou o porta-voz da Casa Branca Jay Carney.
O governo do Paquistão manifestou desaprovação por não ter sido avisado previamente sobre a operação que matou Bin Laden.